domingo, 27 de fevereiro de 2011

AVALIAÇÕES - Jurado: Jean


A seguir as avaliações do jurado Jean para o jogo Escudo de Ouro

ESCUDO DE OURO

Enredo: EDO tem um enredo muito bem trabalhado. Embora haja alguns clichês comuns (como o clássico herói que ao chegar à maioridade quer sair por aí semeando a paz pelo mundo), todos foram bem escondidos e aproveitados. No início controlamos Maximus, um jovem príncipe que se torna um “Guerreiro do Horizonte” e pretende iniciar sua jornada ajudando as pessoas pelo mundo afora. No decorrer da história ele conta com a ajuda de seus amigos Solon, Marin e Mizuki, todos personagens muito carismáticos e com fortes personalidades. Também somos apresentados a Rafael e Rudy, dois solitários viajantes que estavam envolvidos com os planos da organização “Nova Aeon”, um grupo de pessoas que controla monstros e espalha o caos por aí, como desculpa para tentar criar um novo mundo, melhor, creio eu. Assim como o primeiro grupo, Rafael e Rudy também são muito carismáticos e têm personalidades bem definidas. As conversas entre os dois exemplificam isso. Só senti falta de uma ligação da parte jogável com a introdução do jogo, que mostra “extraterrestres” vindo ao planeta, provavelmente em busca de recursos. Porém, como trata-se de uma versão demo, isso não é um ponto ruim. Escudo de Ouro é mais uma prova de que jogos feitos no RPG Maker Vx podem ser muito superiores à jogos feitos no RPG Maker XP.

Evolução: 2.0
Estrutura e composição: 2.0
Inovação: 2.0
Expressão: 1.0
Ortografia: 1.0
Formatação: 1.0

Nota: 9.0

Gráficos: Os tilesets envolvem uma mistura de RTP com elementos facilmente encontrados pela internet. Porém, visualmente o jogo é muito agradável. Existe uma abundância de elementos gráficos que demonstram a preocupação do criador em criar algo interessante e, por que não, original. Faces, ícones, monstros, animações e etc não são apenas do RTP, algo que acrescenta muito ao jogo. Apenas o sistema de iluminação poderia ter sido mais bem trabalhado, uma vez que ele sumia a aparecia fora de hora em algumas cenas. No mais, a harmonia visual do jogo é impecável. Além da tela de título, não observei mais nada original.

Originalidade: 1.0
Inovação: 2.0
Compatibilidade: 1.0
Picture, Title e Game Over: 1.0
Characters e Battlers: 1.0
Fog, Battleback e Panorama: 0.0
Tileset e Autotile: 1.0
Animation, Transition, Icon e Windowskin: 1.0

Nota: 8.0

Trilha Sonora: Basicamente, pelo que notei, as BGM’s são do próprio RTP*. Não observei o uso de BGS, o que pode significar duas coisas: ou ela foi tão bem usada que se encaixou perfeitamente com o momento e passou batido, ou simplesmente ela não foi usada. ME e SE também são do RTP, e apenas cumprem seu papel, sem nada de extraordinário. Mas existe uma bela harmonia das BGM’s com os mapas e momentos que foram usadas. Diferente de alguns jurados, não gostei muito do silêncio no início. Creio que uma BGM para ajuda a criar um clima não seria uma má ideia. Vale lembrar que a experiência sonora ao jogar Escudo de Ouro é positiva, ou seja, mesmo que tenha sido pouco explorada, a trilha sonora é agradável e suave.

*Correção: O criador do game, Solon, me informou que não usou nenhuma música do RTP e usou sim, algumas BGS's. Portanto, peço desculpas ao mesmo pelos equívocos e espero não ter tido cometido algo assim nas outras avaliações. Sendo assim, quero corrigir minha nota:

Originalidade: 0.0
Inovação: 2.0
Harmonia: 2.0
BGM: 1.5
BGS: 1.5
ME e SE: 1.0

Nota: 8.0

Mapeamento: Nada de extraordinário, mas o mapeamento é bonito e agradável. Observei a abundância de detalhes em vários mapas, mas nada que pudesse tornar a passagem difícil. Os vilarejos e cavernas são bem mapeados e tornam a experiência de andar por eles interessante. Porém, os interiores, principalmente os do castelo, não me agradaram. Os mapas de interiores eram muito grandes e era visível que a maioria dos objetos só foi colocada lá para preencher espaço. A lógica do castelo é um pouco estranha e o fato de ele estar isolado no meio do mapa mundo também é. O mapa mundo é outro ponto que merece atenção, pois além dele ser muito grande, o personagem anda muito devagar e não tem orientação nenhuma, mas isso conta no quesito jogabilidade.

Montagem: 3.0
Efeitos: 2.0
Coerência e lógica: 2.0
Inovação: 2.0

Nota: 9.0

Batalha e Base de Dados: As batalhas são aleatórias, mas vale lembrar que existe um medidor que indica quando uma batalha está próxima. Esse foi um detalhe que gostei muito. Detalhe para o sistema de forja e o sistema de treino com mestres, que permite com que cada jogador equipe seus heróis da maneira que ele quiser, tornado as batalhas mais interessantes. Existe um grande número de inimigos, embora um deles tenha me feito torcer o nariz: uma nuvem, ou melhor, “Brisa”, isso mesmo, uma nuvem que se chama Brisa*! Achei esse inimigo meio estranho, meio cômico, mas nada que me fizesse descontar pontos. Estratégia é algo essencial para se jogar EDO, pois as batalhas, pelo menos com Rudy, Rafael e Dominic, são muito difíceis. O jogador se obriga a caprichar no inventário para poder seguir. Um detalhe ruim é que, ao mudar o grupo de heróis (Maximus->Rafael, ou vice-versa) o inventário permanece o mesmo. No mais, as batalhas renderam muito e fizeram meu tempo de gameplay maior do que o imaginado, mas isso não foi um problema.

*Correção: O nome do tal monstro é Gizmo.

Base de dados: 2.5
Estratégia: 2.0
Ocorrência de bugs: 2.0
Inovação: 2.0
Duração e frequência: 0.5

Nota: 8.0

Jogabilidade: Jogar EDO é uma experiência, no mínimo, agradável e divertida. Todos os personagens são carismáticos, há uma abundância de itens, temos sistemas diferenciados e o jogador não fica perdido em momento algum. Porém, em um ponto senti vontade de parar, pois demorei muito, muito mesmo, até achar a caverna em que Duque estava perdido, pois além de não haver muita orientação, o meu grupo estava muito fraco por causa das batalhas no mapa mundo, e quando finalmente achei a caverna, morri algumas vezes dentro dela. Mas quando passei dessa parte, tudo voltou ao normal e segui em frente. Então a demo acabou. A dificuldade do jogo é média. Se você tiver um bom inventário, derrota fácil os inimigos, caso contrário, pode ficar preso em certas quests até ganhar game over. O único mapa que se torna entediante o mapa mundo, no resto é tudo muito suave. Os menus não são muito trabalhados, logo não chamam atenção, embora cumpram seu papel. Já as cenas são muito boas, todas elas sem exceção. O criador do jogo está de parabéns.

Dificuldade: 2.0
Movimentação: 1.5
Controle: 2.0
Pausas em animações: 2.0
Inovação: 2.0

Nota: 9.5

Notas finais:
Enredo: 9.0
Gráficos: 8.0
Trilha Sonora: 8.0
Mapeamento: 9.0
Batalha e Base de dados: 8.0
Jogabilidade: 9.5

Total: 8.5

Alguns pontos positivos e negativos observados no decorrer do jogo:
- Menu de título um tanto quanto simples;
+ Intro com pictures;
- Sem BGM na intro;
- SE que toca enquanto aparecem as letras nas janelas de mensagem;
+ Animação quando os personagens descem ao planeta;
+ Animação quando Lu e Goh recebem suas tarefas;
+ Sistema de batalha diferente;
- BUG: No menu de ítens, ao selecionar um item como Tônico, por exemplo, surge uma janela para se escolher qual o personagem que vai usar o ítem. Abaixo dessa janela é possível ver o mapa cortando o menu (clique aqui para ver uma imagem);
+ O medidor que indica quando uma batalha está próxima é ótimo!
+ Sistema de treinamento com Mestres;
+ Cenas de Maximus treinando;
+ Missão para "resgatar" Solon;
- Demorei até descobrir aonde era a caverna que Duque estava perdido;
- Mapa mundo muito grande e chato;
- Sistema de iluminação surgem antes do mapa e desaparecem depois dele;
+ "Coragem sem sabedoria vira outra coisa";
+ Sistema de forja;
+ Avisa quando termina a demo;

AVALIAÇÕES - Jurado: Jean

A seguir as avaliações do jurado Jean para o jogo Cavaleiros do Zodíaco

CAVALEIROS DO ZODÍACO

Enredo: Meio confuso, apressado e mal trabalhado. Embora CDZ seja baseado em um anime com personagens que muitos dos jogadores provavelmente conheçam, isso não explica a falta de elaboração das personalidades dos mesmos. Eles tomam atitudes e se comportam de maneira que quebra o clima do jogo, pois são transportados para outra dimensão, mas sequer tentam achar uma explicação para isso. Sem falar na genialidade de Seya que “descobre” que suas armaduras estão na tal caverna. Os NPC’s falam coisas aleatórias e os personagens novamente nem se importam em dizer pelo menos um “oi” ou “tchau”. A demo termina sem avisar, sem falar que o jogador fica meio perdido depois que encontra as armaduras. Sem falar no professor, com char de mulher, que dá dinheiro para o aluno porque ele fez uma boa prova.

Evolução: 0.5
Estrutura e composição: 1.0
Inovação: 2.0
Expressão: 0.0
Ortografia: 1.0
Formatação: 0.5

Nota: 5.0

Gráficos: Fazer um jogo baseado em um anime é uma tarefa difícil, pois além do roteiro ter que se encaixar com a trama original de algum modo, também é preciso que os gráficos lembrem o visual do anime. Em CDZ, apenas os chars, algumas pictures e sons respeitaram esse pensamento. O RTP visivelmente não passou o clima de “atualidade”, pois a escola não parecia uma escola, nem por fora, nem por dentro. Porém, é visível que o criador do jogo estava preocupado em diversificar, uma vez procurou por chars, pictures, fez belas animações, então creio que a falta de compatibilidade dos gráficos com o tema não pode ser por preguiça ou desleixo do criador. Não observei nada orginal nos gráficos, caso o autor do game tenha feito algo, me avise por favor, para eu mudar a nota no quesito “originalidade”.

Originalidade: 0.0
Inovação: 2.0
Compatibilidade: 0.5
Picture, Title e Game Over: 1.0
Characters e Battlers: 1.0
Fog, Battleback e Panorama: 0.0
Tileset e Autotile: 0.5
Animation, Transition, Icon e Windowskin: 0.5

Nota: 5.5

Trilha Sonora: Não há muito que comentar. Há uma mistura de RTP com sons do anime. Detalhe para as vozes dos personagens, que foram bem aplicadas e combinaram totalmente com o momento que foram usadas. Porém, o jogo peca em termos de BGS, pois não há nenhuma. Sem contar que em dados momentos, as BGM’s terminam de modo brusco quando outra começa, quebrando o ritmo sonoro do jogo.

Originalidade: 0.0
Inovação: 2.0
Harmonia: 1.0
BGM: 1.5
BGS: 0.0
ME e SE: 1.0

Nota: 5.5

Mapeamento: Eis um ponto aonde CDZ poderia ter acertado. Pois os mapas iniciais até que são bonitos, mas no decorrer do jogo, eles caem grandiosamente em termos de qualidade. A escola tem paredes feitas às pressas, o arquiteto que as desenhou provavelmente estava muito bêbado. O engraçado é que por fora ela é totalmente quadrada. O dormitório tem camas no meio do cômodo, uma vez que o normal é que elas estejam dispostas perto das paredes. Tapetes foram colocados aleatoriamente, numa tentativa de ajudar no mapeamento, mas seu uso só piorou a situação. Os quadros de informação são papéis e canetas tinteiras flutuando milagrosamente em algumas paredes. No mapa mundo há bugs nos autotiles, e a entrada da caverna é maior que a própria escola.

Montagem: 1.0
Efeitos: 0.0
Coerência e lógica: 1.5
Inovação: 2.0

Nota: 4.5

Batalha e Base de Dados: Tenho que confessar que nunca joguei um jogo com sistema de batalha tático. Após jogar CDZ, não pretendo jogar nenhum outro que tenha um sistema similar a esse, pois definitivamente não me agradou. Creio que o criador do game poderia usar uma ABS, ou até mesmo SBS para dar mais ação paras batalhas. Eu gostaria que o inventor do sistema de batalha tático me explicasse o que levou ele a criar esse sistema, em que tipo de batalha na vida real ele se baseou. Em CDZ até que a coisa não ficou tão feia por que pelo menos os personagens eram forte e foi fácil passar pelos monstros, mas se, além de lento, também fosse difícil, então eu pararia o jogo ali mesmo. Eu não sei se em outros jogos esse sistema é mais dinâmico, mas legal, mas em CDZ, ele foi uma falha enorme. O único ponto bom desse sistema, é que o jogador pode criar estratégias, embora eu não tenha precisado de nenhuma.

Base de dados: 1.0
Estratégia: 1.0
Ocorrência de bugs: 2.0
Inovação: 2.0
Duração e frequência: 0.0

Nota: 6.0

Jogabilidade: Tirando as batalhas, o jogo até que corre de forma suave no comecinho. Embora o jogador fique perdido em meio a tantos NPC’s inúteis. Seya e Jabu vão se “aventurar” numa caverna, aonde milagrosamente acham suas armaduras com muita facilidade, para a felicidade de Seya, pois ele chutou que as armaduras poderiam estar lá e... TCHARAM... elas estavam. Depois que as encontrei, pensei que os personagens receberiam uma missão, sei lá, e nem voltariam para a escola, mas não. O jogo acaba por aqui mesmo. O lado bom de voltar para a escola é que, além de você falar com todos os NPC’s mais uma vez achando que algum deles vai ter uma quest (o que não acontece, só pra avisar) também é o fato que você ganha 100 “bila” (?!) por ter se saído bem numa prova. Não encontrei bugs que me obrigassem a jogar desde o ínicio. A dificuldade é quase inexistente. O menu é diferente do comum, mas nada gritante. Enfim, CDZ é tipicamente um jogo feito por uma maker iniciante. Nada demais, nada de menos.

Dificuldade: 0.5
Movimentação: 1.0
Controle: 1.5
Pausas em animações: 2.0
Inovação: 2.0

Nota: 7.0

Notas finais:
Enredo: 5.0
Gráficos: 5.5
Trilha Sonora: 5.5
Mapeamento: 4.5
Batalha e Base de dados: 6.0
Jogabilidade: 7.0

Total: 5.5

Alguns pontos positivos e negativos observados no decorrer do jogo:
- Introdução não muito trabalhada;
- Demora ao apresentar os textos nas janelas de mensagens;
+ Charsets parecidos com os personagens do anime;
- BGM não tem uma continuidade, às vezes param do nada;
+ Menu ESC diferente;
(!?) Ninguém nunca conseguiu entrar naquela caverna por quê? Não foi tão difícil desviar dos lobos...
- Char do cristal de save bugado;
+ Cena aonde Seya e Jabu encontram as armaduras e se "transformam";
- Mensagem após batalha está em inglês;
- Sistema de batalha tático muito lento;
+ Mapa mundo;
- Bug no autotile de montanhas e floresta;
(!?) "Porção"? Acredito que o criador pretendia chamar o item de "Poção";
- Chaminés no teto da escola, mas dentro dela não observei nenhuma lareira ou fogão;
(?!) Seya ganha dinheiro do professor por uma prova bem feita;
- Após sair da caverna com as armaduras, fiquei perdido, voltei pra escola e ninguém me dava nenhuma informação, até que deduzi que a demo acabava aí;

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AVALIAÇÕES - Jurado: Fel

A seguir a avaliação do jurado Fel para o jogo The Elemental Charmers.

THE ELEMENTAL CHARMERS

Enredo:

 TEC trás um destaque logo no início. Existem diversas linhas de história para se jogar, algumas melhores que as outras, mas todas bem diversas entre si. Klax, padre que teve a mulher morta e depois se tornou recluso em conseqüência da perda. Leon, um pirata com um bom senso de humor e que não poupa nem os colegas da própria ambição.
 Gwen, uma elfa que vive na floresta e parte em uma grande aventura. Personagem que se assemelha MUITO com o Link de TLOZ: Ocarina of Time. Inclusive o lugar onde ela mora, até a música é a mesma. Acho que o criador poderia ter sido mais original nesta personagem... E por fim, Mist, um adolescente boca suja que não poupa caixa de diálogo para xingar os outros. – Tudo bem que liberdade de expressão é algo para se levar a sério, mas usar de maneira exacerbada palavras de baixo calão em um jogo de RPG maker é um tanto quanto inconcebível.
 Este recurso quando utilizado sem exageros é válido.
 Na igreja onde Klax se casa, tem um piano com som de órgão. Isso é no mínimo ilógico, uma vez que, o piano não tem capacidade mecânica para produzir o som de um órgão de tubos.
 Erros gramaticais também se fazem presentes no jogo, mas nada que atrapalhe a compreensão do jogador.
 Ademais, a variedade dos personagens, a interação com os npcs, e as introduções dos capítulos – muito bem escritas - seguram pontos no enredo do TEC.

+ 2 Escolha de personagens no início do jogo.
+ 1 cena da morte de Alicia.
+ 1 textos das introduções
+ 1 npcs bem construídos.
+ 1,5 Personalidades bem estruturadas.

 Nota: 6,5

Gráficos:

 TEC conta com imagens belíssimas, as pictures dos personagens combinam perfeitamente, as elementais foram muito bem utilizadas, simbolizando cada personagem, decorando o título, a introdução e dando uma cara única ao jogo.
 As imagens de transição de capítulos também são ótimas, extremamente bem selecionadas e bem editadas. Em contrapartida, alguns tilesets mostram-se incompatíveis com outros. Por exemplo, você sai de um ambiente e vai para outro completamente nada a ver. A porta da escola utiliza um tileset padrão do RMXP dela você vai para uma vila oriental que não combina com a escola, parece outro país... Devia existir mais coerência entre os cenários. Os menus ficaram muito agradáveis, embora pudessem ser melhores, o erro está no de voltar para o título, as opções deste menu, estão desordenadas, cada uma em uma coordenada diferente, o que causa um efeito visual péssimo, um detalhe que faz muita diferença.

+ 1,5 Título
+ 1 personagens
+ 1 capítulos
+ 0,5 menus
+ 1 edições no RTP.
+ 0,5 coerência
+ 1 faces de acordo com as expressões.
+ 1 mini-game de luta e demais imagens...

Nota: 7,5

Trilha Sonora:

 A trilha sonora podia contar com mais variedade, é basicamente Castlevania SOTN, Zelda, RTP e alguns outros rpgs famosos.  Embora não tenha nada de muito novo aí, vale destacar que todas combinam muito bem com as cenas, tirando o tema da gangue “Tigres de Fukushima”, que não achei compatível. O lado bom, é que o criador escolheu versões agradáveis das músicas selecionadas o que agrada aos ouvidos, visto que em midis, como a qualidade é baixa, escolher a versão certa muda tudo. O jogo não conta com nenhuma faixa original, também não há versões inéditas das músicas selecionadas, o que nos causa uma falsa satisfação. Todo mundo espera ouvir algo novo, diferente, mesmo que não sendo original. Aí se da a importância do garimpo.

+ 2 As músicas combinam com as cenas
+ 1,5 faixas de boa qualidade (mesmo midi).
+ 1 usou músicas de outras versões da engine, o que pra mim é muito astucioso.
+ 1 mescla de músicas mp3 e midis, sem estender muito o peso do jogo.
+ 1 faixas com letras nos momentos certos.
+ 1 as vitrolas espalhadas pelas casas contribuem na climatização do jogo.

Nota: 7,5

Mapeamento:

 O mapeamento do TEC apresenta variações, hora está bom, hora não está. Alguns mapas (principalmente de interiores) ficaram meio vagos, outros ficaram bem preenchidos como é o caso da mansão do Klax. Existem erros de configuração nos tilesets, em alguns momentos é possível passar dentro das paredes...  Além disso, a falta de planejamento em alguns mapas causam bugs, como é o caso da sala de aula de Mist, onde se você fala com o npc por baixo, o jogo trava e você tem que resetá-lo. Algumas montanhas estão “retas”, considerando o fator natural, o mais aceitável seriam montanhas irregulares... O jogo também conta com mapas bem construídos tais como a catedral onde ocorre o casamento, a praia onde Leon Delacroix naufraga... E também as dungeons.

+ 1 mapa da floresta de Gwen é muito bonito.
+ 1 a cena do casamento de Klax é acrescida por um mapeamento exato.
+ 1 mapas grandes sem exageros, mapas pequenos sem exageros.
+ 1 uso de algumas fogs contribuem a beleza total dos mapas.
+ 1 residências bem mobiliadas seguindo a lógica de seus referentes donos.
+ 1,3 cavernas e dungeons.

Nota: 6,3

Batalha e Base de Dados: Inimigos coerentes com os cenários é um ponto a ser citado, outro que não pode ser desconsiderado, é o fato das batalhas por vezes serem frustrantes, com inimigos muito além dos personagens, mesmo no início do jogo os inimigos já são exageradamente difíceis, ao passo que a carruagem anda as batalhas só vão ficando mais árduas e exaustivas, chegando ao ponto em que se tornam monótonas. O fato de não ter um novo sistema de batalha também contribui para isso, o sistema de batalhas padrão do RPG MAKER XP (sem grandes customizações) é muito parado e enjoativo. O bom é que existem muitas ações para se fazer, o que agrega certa diversão, compensando o pouco dinamismo. Há um sistema de forja muito interessante, e algumas side-quests muito inovadoras e coesas.

+ 1,5 coerência de aparições
+ 1 itens novos
+ 1 os bandos de inimigos são bem planejados.
+ 2,5 side-quests
+ 2 sistema de forja.

 Nota: 8

Jogabilidade:

 A jogabilidade de TEC flui muito bem, os cenários são bem “lisos”, você pode andar neles de forma bem livre, sem se preocupar em ter seu caminho bloqueado por uma pedra ou tronco. O Bartolomeu conseguiu me prender atrás de uma cadeira no quarto do Klax e tive que reiniciar o jogo. Estou considerando isso um bug de movimentação. As batalhas acontecem com uma freqüência moderada, não impedindo a circulação livre pelos mapas e você não tem que se matar para subir de nível. Os sistemas proporcionam distração, tem ainda um sistema de luta no menu de extras, algo que, contribui mais ainda para a satisfação do jogador. Os menus são fáceis de lidar e tem respostas bem rápidas, nada de perder tempo com menus lentos e pesados aqui. A escassez de poluição visual é um aspecto que contribui com a jogabilidade, nos mapas é muito fácil se localizar e ficar perdido é um desafio. TEC com certeza foi um marco em seu ano de lançamento.

+ 1 passabilidade dentre os mapas.
+ 1,5 batalhas na medida certa
+ 1 imagem limpa = jogo limpo...
+ 1 extras
+ 2 diversão
+ 1 eficiência dos menus
+ 1 nível geral de desafios
+ 1 fator replay

 Nota: 9,5

Conclusão:

 TEC é um jogo obrigatório para todo usuário de RPG maker, todos devem aprender com os erros e acertos de seu criador, um jogo que não merece passar “batido” por aqueles que se congratulam exímios conhecedores de RPG MAKER!

 NOTAS:
Enredo: 6,5
Gráficos: 7,5
Trilha Sonora: 7,5
Mapeamento: 6,3
Batalha e Base de Dados: 8
Jogabilidade: 9,5

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

AVALIAÇÕES - Jurado: Jhonny Michel

A seguir as avaliações do jurado Jhonny Michel para o jogo The Elemental Charmers II.


THE ELEMENTAL CHARMERS II

Enredo
Evolução – 1,5/2,0
Apesar de ser uma demo relativamente curta, os quatro protagonistas divididos em dupla fazem um grande “estrago” por ai, com side quests e tudo o mais. Quanto a evolução do enredo principal não ocorre muita coisa, mas não é apenas uma introdução como nas demais demos.

Estrutura e Composição – 1,7/2,0
Geralmente é necessário fazer alguma quest para facilitar (ou abrir caminho literalmente) o enredo principal. O sistema de quests é bom, mas muitas quests simples e que tem que ser concluídas torna as coisas um pouco entediantes as vezes. Fora isso, tudo é muito bom! Controlar 4 personagens de igual importância é uma coisa que não é vista em jogos de RPG. Sempre há um principal, e nesse caso isso não existe. Por isso ocorrem diversas discordâncias de opiniões e atitudes que contradizem a do seu parceiro e todas são de IGUAL importância. Essas personalidades “nada a ver uma com a outra” dos personagens são muito boas.
Inovação – 2,0/2,0
Jogo inédito.

Expressão – 1,5/1,5
É um jogo medieval com tema que remete a situação atual do mundo: Escassez de recursos naturais do planeta e com combater as “más pessoas” que o retiram da terra sem pensar nas conseqüências do amanhã. É uma ótima temática que nos dá muito o que pensar.

Ortografia – 1,5/1,5
É raro ver um jogo com diferença de linguagem entre pessoas comuns e da corte, por exemplo. E nesse jogo isso está contido, o que ofusca qualquer tipo de erro mínimo de português.
Formatação – 0,8/1,0
As cenas são de teor cômico (devido as diferentes personalidades que entram em choque), mas quando precisam ser sérias, são. Há interação com o cenário durante elas (como o chapéu de Leon voando no mar). Mas as faces poderiam ser expressivas.
Total: 9,0/10,0

Gráficos
Originalidade – 0,5/2,0
Imagens originais e add-ons.

Inovação – 2,0/2,0
Jogo inédito.

Compatibilidade – 0,7/1,0
As imagens combinam com o cenário, os tilesets combinam com o cenário medieval. Mas os battlers de ragnarok não combinaram tanto com o resto (apesar de ter ficado legal), principalmente a relação de tamanho dos inimigos e dos aliados. A windowskin parece um quadro negro (ou uma mesa de sinuca) e pra mim não combinou tanto.

Picture, Title e Game over – 0,8/1,0
O jogo tem pictures legais, bonitas apesar de simples. Cumprem o seu papel e dão uma sensação agradável ao jogo.

Characters e Battlers – 0,7/1,0
São bons e com movimentos do ABS. A idéia de tirar inimigos do Ragnarok foi boa, mas não ficou perfeitamente adequado. Os characters de NPC’s importantes são RTP, deixando tudo com a mesma cara.

Fog, Battleback e Panorama – 0,5/1,0
Os Battleback são o cenário do mapa, o que combinou perfeitamente. Existe ausência de fog e panoramas.

Tileset e Autotile – 0,6/1,0
Mistura de Mack com RTP, As árvores do RTP não combinam muito com a água do Mack, por exemplo.
Animation, Icon, Transition e Windowskin – 0,8/1,0
Aqui há um destaque aos ícones, animações de batalha aparentemente personalizadas.


Total: 6,6/10,0


Trilha Sonora
Originalidade – 0,0/2,0
A trilha sonora do jogo não é de autoria própria.

Inovação – 2,0/2,0
Jogo inédito.

Harmonia – 1,5/2,0
Bem, no geral existiu uma boa “mixagem” das músicas e feitos sonoros com as cenas. Mas faltou a troca de música em momentos tensos e/ou cômicos. Como por exemplo na hora do casamento em que Adam é ferido e morto, poderia ser realmente MUITO perfeita e emocionante se não fosse a música que não foi trocada para uma mais propícia. Isso se repete em outras horas. (mas ainda assim o final dessa cena é FODA, se tratando do fim da demo)
BGM – 1,0/1,5
As BGM’s são uma mistura dos dois RTP dos makers atuais. Ficou uma boa mistura, mas ficou muito “padrão”, sem cara de TEC, e sim de RTP. Isso poderia ser consertado com algumas cenas mais importantes com músicas da internet ou de autoria própria.

BGS – 1,5/1,5
Foram bem usadas e nas horas certas (sem falar que não são do RTP).
ME e SE – 1,0/1,0
Como sempre, nos jogos da série TEC efeitos sonoros de vozes, dor e demais expressões sempre estão presentes!
Total: 7,0/10,0

Mapeamento
Montagem – 2,0/3,0
A montagem dos mapas é inovadora. As cidades são realmente grandes, com muitas áreas e casas, e não apenas o necessário para o enredo prosseguir. Faltou apenas detalhamento em algumas partes das cidades (já em outras o detalhamento é bom). As dungeons são bem montadas, cheias de segredos e detalhes. Em cenários naturais faltou elevações no relevo pra deixar os mapas mais bonitos e reais.

Efeitos – 1,0/2,5
É algo que falta nesse jogo (Onde estão as fogs?), a não ser pelas iluminações em postes e tochas. Mas o alcance da iluminação dos mesmos não influi realmente na visão do personagem por terem baixo alcance e os cenários não serem escuros (ou seja, a iluminação não ilumina de fato o cenário).

Coerência e Lógica – 2,5/2,5
Como já disse, as cidades são bem grandes e divididas em várias áreas (rural, castelo, feira, parte de concretro). Florestas cheias de ávores e trilhas feitas pelo homem. Dungeons seguindo o estilo de dungeons clássicas de RPG.
Inovação – 2,0/2,0
...

Total: 7,5/10,0

Batalha & Base de Dados:
Base de Dados – 2,5/2,5
Os itens são variados, os bosses são difíceis e os inimigos normais são fáceis/medianos. O sistema de Materia é o brilhantismo do sistema de batalha do TEC II. Suas armas são incrementadas com o poder das Materias adquirindo mais poder e habilidades especiais.

Estratégia – 1,5/2,0
Estratégia padrão das batalhas por turnos.

Ocorrência de “Bugs” – 1,5/2,0
Eu não consigo desequipar as matérias.
Inovação – 2,0/2,0
...
Duração e Frequência – 1,3/1,5
Mesmo sendo aleatória, a freqüência de batlhas é boa. Demora um pouco pra achar um monstro nos permitindo explorar os lugares sem batalhas atrapalhando.  Alguns monstros fracos demoram muito pra morrer.

Total: 8,8/10,0

Jogabilidade:
Dificuldade – 1,5/2,0
É um jogo fácil, mesmo nos bosses. Mas ainda assim é agradável de jogar. A facilidade não deixa o jogo monótono devido as explorações dos cenários.
Movimentação – 1,5/2,0
Por alguns cenários serem grandes demais, ficar andando neles pra lá e pra cá é meio chato em certas ocasiões. Também é um pouco chato andar pra lá e pra cá em algumas quests. Mas é muito legal explorar dungeons, por exemplo.

Controle – 1,7/2,0
O menu básico com menus extras para os sistemas do jogo (Quest’s e Materia) ficou funcional. Interagir com o sistema de quests e ver os objetivos e informações é bem legal. Equipar as matérias é um caminho sem volta?
Pausa em animações – 2,0/2,0
As animações não tem muitos efeitos visuais que usem pausas muito grandes.

Inovação – 2,0/2,0
...

Total: 8,7/10,0

Considerações finais:
Mais um ótimo jogo da série TEC. Comparado aos outros é o mais “fraquinho” em relação a pirotecnia, como diz o Enzo. Mas o Marcel deixou bem claro que ia se focar mais na estória nesse jogo, e de fato ela está ótima e com bastante emoção (A trilha sonora poderia ajudar um pouco com isso nas próximas versões).
É um dos melhores jogos da comunidade atualmente e, pra mim, o melhor do VX dos que eu já joguei.