Temos mais três textos avaliativos. O Alex avaliou A Missão de um Guerreiro, O Dragão do Monte Silaf e Vila do Nevoeiro. Vamos aos textos.
A missão de um guerreiro
Quesito 1
Enredo
Nota de partida: 10,0
A história é altamente clichê, os diálogos são fraquinhos e com alguns erros de gramática, há uma série de falhas de programação de eventos também. O jogo começa sem uma intro e ocorrem alguns bugs no decorrer do mesmo. Um deles por sinal compromete a continuidade e torna impossível jogar (a casa que não se pode sair mais). Tem uma HUD chata que atrapalha a visão na parte inferior.
-1,0 pelos clichês;
-0,5 pelos erros de gramática;
-1,0 pelo bug absurdo;
-1,0 pela hud mal posicionada.
NOTA: 6,5
Quesito 2
Sistema de batalha
Nota de partida: 10,0
Um ABS razoavelmente bom. Nada de empolgante. Valorizo ABSs, mas acho que poderia ser melhor. Para receber um 10 precisa de mais recursos.
-1,0 pela simplicidade do ABS.
NOTA: 9,0
Quesito 3
Trilha sonora
Nota de partida: 9,0 (por ser RTP puro)
Essa parte me parece que não recebeu a devida atenção. Até onde percebi não há nada diferente do RTP. As trilhas foram mal trabalhadas e mal colocadas em determinados mapas.
-1,0 por serem mal aproveitadas.
NOTA: 8,0
Quesito 4
Mapeamento
Nota de partida: 10,0
Mapeamento simples demais, sem erros graves, mas sem nada empolgante. Poderia ser melhor trabalhado, mesmo sem ter nada além do RTP.
-1,0 pela falta de criatividade;
-0,5 pelas minúsculas falhas.
NOTA: 8,5
Quesito 5
Gráficos
Nota de partida: 8,0 (por não possuir gráficos originais)
Aqui houve uma pobreza total, o cartão de visitas (title) é uma lástima. Um total descaso com esse quesito. As únicas imagens originais se resumem em um char, uma title e uma hud.
-2,0 pela title horrível;
-1,0 pela falta de gráficos originais (existem apenas uns 3 ou 4).
NOTA: 7,0
AVALIAÇÃO GERAL:
ENREDO: 6,5
SISTEMA DE BATALHA: 9,0
TRILHA SONORA: 8,0
MAPEAMENTO: 8,5
GRÁFICOS: 7,0
NOTA FINAL: 39,0
O dragão do monte Silaf
Quesito 1
Enredo
Nota de partida: 10,0
Com um enredo atraente, O Dragão do Monte Silaf conta com alguns clichês típicos do RPG. Aquela velha história de destruir um dragão e salvar o mundo e tal... Nada muito grave, visto que apesar de tudo o jogo contém uma história bem elaborada e prende bastante a atenção do jogador. Apesar de tudo, alguns erros são observados no jogo, como a tecla shift que serve para correr apenas em alguns mapas. Existe um sistema de pontos que os jogadores ganhar ao subir de nível e podem utilizar nos cristais para aumentar seus atributos e distribuí-los conforme achar melhor. Os diálogos foram bem estruturados. A INN ficou muito simples, poderia pelo menos teletransportar os personagens para um quarto.
-1,5 pelo conjunto de falhas.
NOTA: 8,5
Quesito 2
Sistema de batalha
Nota de partida: 8,0 (por ser o sistema padrão do maker)
É o sistema padrão, infelizmente. Percebi apenas 1 add-on, que é a barra de HP do inimigo.
NOTA: 8,0
Quesito 3
Trilha sonora
Nota de partida: 10,0
Conta com algumas trilhas não-RTP e outros sons do próprio maker. Achei estranho uma música do Raul Seixas no jogo. Faltou sons originais.
-1,0 por não possuir trilha original.
NOTA: 9,0
Quesito 4
Mapeamento
Nota de partida: 10,0
Aqui não vi nada de errado. O mapeamento ficou bem feito, aliás, muito bem feito. Um exemplo de mapeamento com RTP.
NOTA: 10,0
Quesito 5
Gráficos
Nota de partida: 8,0 (por não possuir gráficos originais)
Não percebi nada de surpreendente. Praticamente tudo do RTP, salvo o title que ficou relativamente bem feita. Eu sempre valorizo muito o title, que é o cartão de visitas do jogo. Uma mistura de simplicidade e beleza.
NOTA: 8,0
AVALIAÇÃO GERAL:
ENREDO: 8,5
SISTEMA DE BATALHA: 8,0
TRILHA SONORA: 9,0
MAPEAMENTO: 10,0
GRÁFICOS: 8,0
NOTA FINAL: 43,5
Vila do nevoeiro
Quesito 1
Enredo
Nota de partida: 10,0
Vila do nevoeiro conta com uma história macabra, assustadora e cheia de mistérios. Um autêntico suspense que merece ser explorado, com uma originalidade marcante, ele (jogo) prende o jogador completamente. Os pouquíssimos pontos negativos ficam por conta da abertura do jogo que um pouco longa, mas o show de gráficos desvia um pouco o tédio. Outro ponto negativo do jogo está na jogabilidade. Controlar o player é uma tarefa monótona. Mas merece um desconto pela criatividade e complexidade do sistema.
-1,0 pela jogabilidade.
NOTA: 9,0
Quesito 2
Sistema de batalha
Nota de partida: 10,0
O sistema de batalha é um ABS bastante original. Porém conta com alguns pontos negativos como a lentidão com a qual se executa os movimentos com certa complexidade, a dificuldade é consideravelmente grande. Mas quando se tem armas de fogo a situação fica menos complicada.
-0,5 pela lentidão;
-0,5 pela dificuldade um pouco avançada.
NOTA: 9,0
Quesito 3
Trilha sonora
Nota de partida: 10,0
Resumo em uma palavra apenas: PERFEIÇÃO!
Querem saber por quê?
Joguem e descubram.
NOTA: 10,0
Quesito 4
Mapeamento
Nota de partida: 10,0
Quase perfeito se não fossem por minúsculas falhas de configuração do tileset.
Mas como os gráficos são belíssimos e o mapeamento em si é perfeito, vou retirar apenas 0,25.
NOTA: 9,75
Quesito 5
Gráficos
Nota de partida: 10,0
Existe uma coisa que valorizo muito; originalidade.
Assim posso resumir a parte gráfica. E por isso não há absolutamente NADA a reclamar. Perfeição é perfeição e não se discute.
NOTA: 10,0
AVALIAÇÃO GERAL:
ENREDO: 9,0
SISTEMA DE BATALHA: 9,0
TRILHA SONORA: 10,0
MAPEAMENTO: 9,75
GRÁFICOS: 10,0
NOTA FINAL: 47,75
Portanto, essas são as avaliações do Alex para A Missão de um Guerreiro, O Dragão do Monte Silaf e Vila do Nevoeiro.
sábado, 20 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Temos mais três avaliações do Leandro, que jogou e deu notas a Linhagem Axis, TEC: Anarchy e Hitorija. Vejamos os textos do Leandro.
AVALIAÇÕES - AWARDS 09
2º FASE
LINHAGEM AXIS
ENREDO:
LA possui uma história “comum”. O uso de aspas é devido ao grande fator decisivo: a maneira como a história é contada. LA utiliza um uma premissa de uma grande guerra entre duas nações, sob um background de uma épico jogo de xadrez entre o Criador e o Destruidor, mas a maneira como essa história chega até nós é o fator determinante para o sucesso que LA faz. O criador teve especial atenção aos pequenos detalhes, aqueles que nos fazem entrar na história: diálogos bem amarrados, NPC's vivos e cativantes, personagens carismáticos, acontecimentos imprevisíveis. O desenvolvimento do enredo segue duas linhas: uma com Timo, um jovem que se alista no exército e acaba entrando no time do Capitão Andreas e seu amigo Ken; outra com Anita, irmã de Timo que foi enviada para viver com os elfos, com o objetivo de fugir da guerra. Os personagens de LA, como já dito, são extremamente carismáticos e bem trabalhados, talvez com a exceção de Timo. O jovem protagonista não parece ter força e personalidade pra levar o jogo e acaba ofuscado por personagens como Andreas, Ken, Anita e Stela. Timo parece um pouco ingênuo e bobinho demais e acaba perdido e em constraste com um mundo onde a diferença entre vilões e heróis é o modo como é contada a história.
NOTA: 9,5
SISTEMA DE BATALHA:
LA usa o sistema de batalha padrão do RPG Maker XP com alguns add ons a maior parte do tempo. O sistema é bem utilizado e não torna as batalhas monótonas. O uso de battlers de costas deu um bom efeito. Infelizmente LA acaba caindo no mesmo pecado que a série Final Fantasy costuma cair: batalhas aleatórias. Porém esse não é o único sistema do jogo. Além de possuir um ótimo “minigame” em que devemos atirar em Fagulhas(uma espécie de raposas) para impedir que cheguem na nossa carruagem, LA ainda contém um ABS por eventos usado apenas em uma missão extra. Infelizmente a missão ainda é um pouco curta, então o potencial total do ABS não foi utilizado, mas mesmo assim, o sistema tem seu valor e foi muito bem elaborado.
NOTA: 9
TRILHA SONORA:
É muito agradável, apesar de não possuir sons 100% originais. A trilha colabora muito na imersão e ambientação do jogador à história e esse acaba por ser um grande trunfo de LA.
NOTA: 9
MAPEAMENTO:
O jogo conta com mapas bonitos, porém com pequenos defeitos. É preciso dar uma revisada no sombreamento em alguns interiores e na finalização dos mapas. Alguns parecem que foram deixados por terminar. Ainda sim os mapas são de nível alto.
NOTA: 8
GRÁFICOS:
Os gráficos seguem basicamente o estilo RTP, um dos mais bonitos na minha opinião. Muita gente confunde o ESTILO RTP com GRÁFICOS RTP. O jogo contém muitos gráficos que não são do RTP, mas possuem o mesmo estilo. Há boas adições que parecem ter sido feitas pelo próprio autor, além de algumas modificações. Entretanto o ponto alto do projeto é a artwork original. Apesar de ter recebido críticas de algumas pessoas, no meu entender alguns pontos devem ser creditados nesse quesito em função do esforço de criar uma artwork 100% original para o projeto.
NOTA: 10
RESUMO:
ENREDO: 9,5
SISTEMA DE BATALHA: 9
TRILHA SONORA: 9
MAPEAMENTO: 8
GRÁFICOS: 10
NOTA FINAL: 45,5
TEC: ANARCHY
ENREDO:
Ragnarok, um Arcano poderoso, revoltado com a perspectiva de vida dos humanos, resolve criar um vírus que seja capaz de eliminá-los da face de Devon. Chaos, deus criador do planeta não quer que isso aconteça e ordena que Kain, o ser criado para ser sua arma, interfira em Devon e detenha os planos de Ragnarok. A trama de TEC: Anarchy é muito bem elaborada e contém bons dilemas morais. Afinal, Ragnarok está completamente errado? O modo de vida dos humanos não é prejudicial para todos? Os personagens também são muito bem trabalhados, cada um com seu background e suas próprias questões. Kain, que parece ser influenciado por Vincent de FF VII e Kratos de God of War, vive dividido entre abrir seu coração e seus sentimentos ou simplesmente fazer o que deve ser feito. TEC: Anarchy é um desses jogos que expõem perguntas e nos faz pensar e se utiliza de temas polemicos e cenas fortes para isso. Um ponto a considerar é a ligação entre Anarchy e o jogo TEC original. Kain faz algumas missões em Gaia, onde acaba por interagir com personagens do jogo original. Essas interações são divertidas e representam muito para os fãs da série.
NOTA: 10
SISTEMA DE BATALHA:
Um abs que mistura o teclado e o mouse. Honestamente é um sistema muito divertido e, apesar de uma utilização um pouco complicada, é um grande atrativo no jogo. Além das batalhas habituais, o jogo utiliza o ABS num minigame com a Nave Fenrir além de um minigame com navios piratas. Infelizmente, em máquinas menos potentes o sistema trava com alguma frequencia.
NOTA: 8
TRILHA SONORA:
A trilha é bem utilizada e possui bons arquivos extra RTP. Os sons do jogo casam de forma muito harmoniosa com o clima do enredo.
NOTA: 9
MAPEAMENTO:
O mapeamento em geral é muito bom. Apesar do jogo ainda utilizar alguns mapas do TEC original, os mapas originais do jogo são muito bem construidos, principalmente os de exteriores que possuem uma harmonia e contextualidade ótima. O único ponto que eu gostaria de referir é o fato de Kain visitar alguns planetas mas todos possuem a mesma “aparência”. Entendo que muitas vezes a falta de recursos atrapalha alguns jogos, mas acredito que podia haver algumas edições com o objetivo de valorizar essa área no futuro.
NOTA: 8,5
GRÁFICOS:
Usa o estilo do RTP como predominância, mas infelizmente acaba misturando alguns estilos, principalmente em tilesets. Essa discrepancia acaba sendo um ponto negativo. Outro ponto polemico fica na utilização de imagens “reais” durante o jogo, principalmente na introdução. Porém, durante uma cena do jogo aparece uma imagem de uma mulher esquartejada. É uma cena muito forte que talvez não precisasse estar ali, mas TEC: Anarchy acaba por ser encontrar na polemica um dos seus maiores divulgadores.
NOTA: 8
RESUMO:
ENREDO: 10
SISTEMA DE BATALHA: 8
TRILHA SONORA: 9
MAPEAMENTO: 8
GRÁFICOS: 8
NOTA FINAL: 43
HITORIJA
ENREDO:
Hitorija é um dos poucos rpg's feitos no Maker que eu joguei que não possui uma introdução explicativa sobre o mundo do jogo ou sobre o background de um dos personagens. Nós somos introduzidos à história com Yanto, um aprendiz de mago que está em busca de uma jornada valiosa. Hitorija possui bons diálogos e tem no desenvolvimento de seus personagens o grande suporte de apoio de seu enredo. Todos os personagens são muito bem trabalhados e possuem uma personalidade quase “palpavel”. É de notar que Hitorija faz o jogador imergir dentro da história, e usa todos os artifícios necessários para isso.
NOTA: 10
SISTEMA DE BATALHA:
Usa o padrão do RPG Maker XP com alguns add ons, além de um ótimo sistema de evolução feito por eventos. Esse sistema é realmente bem feito e útil e permite ao jogador uma liberdade enorme na customização dos personagens. Ao mesmo tempo que podemos acentuar os pontos fortes de cada personagem, também podemos atenuar os seus pontos fracos e criar estratégias diferentes cada vez que jogamos o jogo.
NOTA: 9
TRILHA SONORA:
Ajuda na ambientação do jogo. Não prejudica, nem tenta ganhar atenção, cumprindo seu papel. Um detalhe interessante é o uso de algumas músicas clássicas de jogos profissionais.
NOTA: 8
MAPEAMENTO:
Um bom ponto do jogo. Possui bons mapas e bem harmoniosos. Os mapas não atrapalham o jogador durante o jogo, apesar de alguns possuírem tamanhos anormais. Mapas muito grandes podem atrapalhar e cansar o jogador muito fácil. As vezes dá a sensação de andar e andar e nunca chegar. Outras, temos de escolher entre um caminho ou outro e por serem caminhos enormes ficamos sempre com a sensação de “ser ou não a escolha certa”. Ponto a favor são os interiores, além dos baús escondidos através dos mapas.
NOTA: 9
GRÁFICOS:
Uma predominância no estilo RTP e, em alguns casos, predominancia do próprio RTP. Apesar de eu ser um fã do estilo do RTP, eu sou obrigado a reconhecer que a quantidade de material disponível na net do mesmo estilo praticamente invalida jogos que tentem usar praticamente só o RTP. Acho que não custa muito fuçar na net e achar ótimos e abundantes recursos compatíveis com esse estilo. O visual de alguns sistemas não ficou tão bonito como poderia e o jogo peca um pouco por isso.
NOTA: 7,5
RESUMO:
ENREDO: 10
SISTEMA DE BATALHA: 9
TRILHA SONORA: 8
MAPEAMENTO: 9
GRÁFICOS: 7,5
NOTA FINAL: 43,5
As três avaliações acima, de autoria do Leandro, são as últimas avaliações feitas no Concurso. Faltam as três últimas votações e a apuração das notas dos jurados para que cheguemos ao término do RPG Maker Awards 2009.
AVALIAÇÕES - AWARDS 09
2º FASE
LINHAGEM AXIS
ENREDO:
LA possui uma história “comum”. O uso de aspas é devido ao grande fator decisivo: a maneira como a história é contada. LA utiliza um uma premissa de uma grande guerra entre duas nações, sob um background de uma épico jogo de xadrez entre o Criador e o Destruidor, mas a maneira como essa história chega até nós é o fator determinante para o sucesso que LA faz. O criador teve especial atenção aos pequenos detalhes, aqueles que nos fazem entrar na história: diálogos bem amarrados, NPC's vivos e cativantes, personagens carismáticos, acontecimentos imprevisíveis. O desenvolvimento do enredo segue duas linhas: uma com Timo, um jovem que se alista no exército e acaba entrando no time do Capitão Andreas e seu amigo Ken; outra com Anita, irmã de Timo que foi enviada para viver com os elfos, com o objetivo de fugir da guerra. Os personagens de LA, como já dito, são extremamente carismáticos e bem trabalhados, talvez com a exceção de Timo. O jovem protagonista não parece ter força e personalidade pra levar o jogo e acaba ofuscado por personagens como Andreas, Ken, Anita e Stela. Timo parece um pouco ingênuo e bobinho demais e acaba perdido e em constraste com um mundo onde a diferença entre vilões e heróis é o modo como é contada a história.
NOTA: 9,5
SISTEMA DE BATALHA:
LA usa o sistema de batalha padrão do RPG Maker XP com alguns add ons a maior parte do tempo. O sistema é bem utilizado e não torna as batalhas monótonas. O uso de battlers de costas deu um bom efeito. Infelizmente LA acaba caindo no mesmo pecado que a série Final Fantasy costuma cair: batalhas aleatórias. Porém esse não é o único sistema do jogo. Além de possuir um ótimo “minigame” em que devemos atirar em Fagulhas(uma espécie de raposas) para impedir que cheguem na nossa carruagem, LA ainda contém um ABS por eventos usado apenas em uma missão extra. Infelizmente a missão ainda é um pouco curta, então o potencial total do ABS não foi utilizado, mas mesmo assim, o sistema tem seu valor e foi muito bem elaborado.
NOTA: 9
TRILHA SONORA:
É muito agradável, apesar de não possuir sons 100% originais. A trilha colabora muito na imersão e ambientação do jogador à história e esse acaba por ser um grande trunfo de LA.
NOTA: 9
MAPEAMENTO:
O jogo conta com mapas bonitos, porém com pequenos defeitos. É preciso dar uma revisada no sombreamento em alguns interiores e na finalização dos mapas. Alguns parecem que foram deixados por terminar. Ainda sim os mapas são de nível alto.
NOTA: 8
GRÁFICOS:
Os gráficos seguem basicamente o estilo RTP, um dos mais bonitos na minha opinião. Muita gente confunde o ESTILO RTP com GRÁFICOS RTP. O jogo contém muitos gráficos que não são do RTP, mas possuem o mesmo estilo. Há boas adições que parecem ter sido feitas pelo próprio autor, além de algumas modificações. Entretanto o ponto alto do projeto é a artwork original. Apesar de ter recebido críticas de algumas pessoas, no meu entender alguns pontos devem ser creditados nesse quesito em função do esforço de criar uma artwork 100% original para o projeto.
NOTA: 10
RESUMO:
ENREDO: 9,5
SISTEMA DE BATALHA: 9
TRILHA SONORA: 9
MAPEAMENTO: 8
GRÁFICOS: 10
NOTA FINAL: 45,5
TEC: ANARCHY
ENREDO:
Ragnarok, um Arcano poderoso, revoltado com a perspectiva de vida dos humanos, resolve criar um vírus que seja capaz de eliminá-los da face de Devon. Chaos, deus criador do planeta não quer que isso aconteça e ordena que Kain, o ser criado para ser sua arma, interfira em Devon e detenha os planos de Ragnarok. A trama de TEC: Anarchy é muito bem elaborada e contém bons dilemas morais. Afinal, Ragnarok está completamente errado? O modo de vida dos humanos não é prejudicial para todos? Os personagens também são muito bem trabalhados, cada um com seu background e suas próprias questões. Kain, que parece ser influenciado por Vincent de FF VII e Kratos de God of War, vive dividido entre abrir seu coração e seus sentimentos ou simplesmente fazer o que deve ser feito. TEC: Anarchy é um desses jogos que expõem perguntas e nos faz pensar e se utiliza de temas polemicos e cenas fortes para isso. Um ponto a considerar é a ligação entre Anarchy e o jogo TEC original. Kain faz algumas missões em Gaia, onde acaba por interagir com personagens do jogo original. Essas interações são divertidas e representam muito para os fãs da série.
NOTA: 10
SISTEMA DE BATALHA:
Um abs que mistura o teclado e o mouse. Honestamente é um sistema muito divertido e, apesar de uma utilização um pouco complicada, é um grande atrativo no jogo. Além das batalhas habituais, o jogo utiliza o ABS num minigame com a Nave Fenrir além de um minigame com navios piratas. Infelizmente, em máquinas menos potentes o sistema trava com alguma frequencia.
NOTA: 8
TRILHA SONORA:
A trilha é bem utilizada e possui bons arquivos extra RTP. Os sons do jogo casam de forma muito harmoniosa com o clima do enredo.
NOTA: 9
MAPEAMENTO:
O mapeamento em geral é muito bom. Apesar do jogo ainda utilizar alguns mapas do TEC original, os mapas originais do jogo são muito bem construidos, principalmente os de exteriores que possuem uma harmonia e contextualidade ótima. O único ponto que eu gostaria de referir é o fato de Kain visitar alguns planetas mas todos possuem a mesma “aparência”. Entendo que muitas vezes a falta de recursos atrapalha alguns jogos, mas acredito que podia haver algumas edições com o objetivo de valorizar essa área no futuro.
NOTA: 8,5
GRÁFICOS:
Usa o estilo do RTP como predominância, mas infelizmente acaba misturando alguns estilos, principalmente em tilesets. Essa discrepancia acaba sendo um ponto negativo. Outro ponto polemico fica na utilização de imagens “reais” durante o jogo, principalmente na introdução. Porém, durante uma cena do jogo aparece uma imagem de uma mulher esquartejada. É uma cena muito forte que talvez não precisasse estar ali, mas TEC: Anarchy acaba por ser encontrar na polemica um dos seus maiores divulgadores.
NOTA: 8
RESUMO:
ENREDO: 10
SISTEMA DE BATALHA: 8
TRILHA SONORA: 9
MAPEAMENTO: 8
GRÁFICOS: 8
NOTA FINAL: 43
HITORIJA
ENREDO:
Hitorija é um dos poucos rpg's feitos no Maker que eu joguei que não possui uma introdução explicativa sobre o mundo do jogo ou sobre o background de um dos personagens. Nós somos introduzidos à história com Yanto, um aprendiz de mago que está em busca de uma jornada valiosa. Hitorija possui bons diálogos e tem no desenvolvimento de seus personagens o grande suporte de apoio de seu enredo. Todos os personagens são muito bem trabalhados e possuem uma personalidade quase “palpavel”. É de notar que Hitorija faz o jogador imergir dentro da história, e usa todos os artifícios necessários para isso.
NOTA: 10
SISTEMA DE BATALHA:
Usa o padrão do RPG Maker XP com alguns add ons, além de um ótimo sistema de evolução feito por eventos. Esse sistema é realmente bem feito e útil e permite ao jogador uma liberdade enorme na customização dos personagens. Ao mesmo tempo que podemos acentuar os pontos fortes de cada personagem, também podemos atenuar os seus pontos fracos e criar estratégias diferentes cada vez que jogamos o jogo.
NOTA: 9
TRILHA SONORA:
Ajuda na ambientação do jogo. Não prejudica, nem tenta ganhar atenção, cumprindo seu papel. Um detalhe interessante é o uso de algumas músicas clássicas de jogos profissionais.
NOTA: 8
MAPEAMENTO:
Um bom ponto do jogo. Possui bons mapas e bem harmoniosos. Os mapas não atrapalham o jogador durante o jogo, apesar de alguns possuírem tamanhos anormais. Mapas muito grandes podem atrapalhar e cansar o jogador muito fácil. As vezes dá a sensação de andar e andar e nunca chegar. Outras, temos de escolher entre um caminho ou outro e por serem caminhos enormes ficamos sempre com a sensação de “ser ou não a escolha certa”. Ponto a favor são os interiores, além dos baús escondidos através dos mapas.
NOTA: 9
GRÁFICOS:
Uma predominância no estilo RTP e, em alguns casos, predominancia do próprio RTP. Apesar de eu ser um fã do estilo do RTP, eu sou obrigado a reconhecer que a quantidade de material disponível na net do mesmo estilo praticamente invalida jogos que tentem usar praticamente só o RTP. Acho que não custa muito fuçar na net e achar ótimos e abundantes recursos compatíveis com esse estilo. O visual de alguns sistemas não ficou tão bonito como poderia e o jogo peca um pouco por isso.
NOTA: 7,5
RESUMO:
ENREDO: 10
SISTEMA DE BATALHA: 9
TRILHA SONORA: 8
MAPEAMENTO: 9
GRÁFICOS: 7,5
NOTA FINAL: 43,5
As três avaliações acima, de autoria do Leandro, são as últimas avaliações feitas no Concurso. Faltam as três últimas votações e a apuração das notas dos jurados para que cheguemos ao término do RPG Maker Awards 2009.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Temos mais um texto avaliativo. Eu (Enzo) joguei e avaliei Linhagem Axis. Vejamos o texto.
LINHAGEM AXIS
Imaginemos um enredo complexo, que envolve luta pelo poder e por territórios de um lado; personagens de raças variadas e conflitos pessoais de outro; e também ciência, magia e criaturas de poder muito acima de um mero humano: eis Linhagem Axis (LA) em um breve resumo.
Nitidamente, é dada ênfase ao enredo neste jogo, que apresenta diálogos bem construídos, bem amarrados, por assim dizer. A trama é psicologicamente densa, muito convidativa àqueles que apreciam RPGs que valorizam os personagens e a estória.
Quanto ao linguajar utilizado, LA pertence ao grupo – infelizmente pequeno – de jogos feitos em RPG Maker que utilizam com habilidade os recursos do idioma, construindo diálogos e textos em geral que apresentam não apenas conteúdo, mas também uma elaboração no nível da forma. Há alguns erros gramaticais, como “colápso” ao invés de “colapso” e exemplos semelhantes, porém tais deslizes não prejudicam a qualidade final porque não atrapalham a compreensão. Além do mais, um RPG que valoriza o enredo e apresenta muitos textos está mais sujeito a pequenos erros.
O sistema de batalha é interessante e apresenta uma boa freqüência, mas os recursos da batalha ainda foram pouco explorados nessa versão Beta, de modo que pode melhorar bastante. Seria interessante haver mais inimigos com características variadas, além de alguns chefões bem difíceis. Um ponto bem positivo é a cena com a carruagem e os lobos, dando um diferencial interessante. De fato, o sistema de batalha parece estar no caminho certo, em fase de desenvolvimento.
Músicas e efeitos sonoros estão ótimos. A parte sonora deve ser, na maior parte do tempo, uma espécie de coadjuvante que intensifica o clima desejado em cada situação, e a escolha de músicas e sons tem sido eficaz, em LA, no sentido de promover esse efeito.
O mapeamento está muito bom, pois características fundamentais como variedade, organização lógica e dimensões apropriadas estão presentes. A parte gráfica tem um toque de originalidade com os desenhos dos personagens; entretanto, os numerosos recursos gráficos que o RPG Maker XP oferece são muito parcialmente utilizados. Resumindo: mapeamento ótimo e gráficos bons.
De volta ao enredo, há questões importantes a serem colocadas em evidência. O fato de haver ciência e magia ao mesmo tempo, por exemplo, pode ser problemático. Falar em magia tem a ver com idade média, enquanto a ciência tal qual a conhecemos é um conjunto de procedimentos relativamente recente que coloca em cheque as crenças antigas relativas a magia e/ou atividades supostamente metafísicas.
De fato, há certos RPGs que desenvolvem um mundo que mescla características da idade média e do mundo moderno, sendo Final Fantasy 8 um exemplo em que isso é feito de modo eficaz. É perfeitamente possível fazer esse tipo de junção, mas ao mesmo tempo é preciso fazê-la com cautela. De volta a LA, soa meio contraditório um general acreditar na ciência e na magia ao mesmo tempo, mas isso pode deixar de soar contraditório caso haja um explicação razoável no enredo. Então, a existência de magia e ciência no mesmo enredo não é um “erro”, mas sim uma questão que precisa ser resolvida com cuidado.
Outro ponto questionável é o seguinte. Stela é apresentada como uma elfa bastante experiente no enredo, mas começa no nível 1, bem abaixo dos demais personagens. Isso é incoerente e parece partir do pressuposto equivocado de que todo personagem deve começar no nível 1.
LA é um jogo em versão Beta que se compõe por um grande leque de elementos, como foi resumido no primeiro parágrafo. Para que todos esses elementos se harmonizem, será necessária uma verdadeira jornada envolvendo dedicação e criatividade. O resultado parcial é animador!
Enredo: 9.0
Sistema de Batalha: 8.2
Trilha Sonora: 9.1
Mapeamento: 8.7
Gráficos: 7.9
Avaliação Geral: 42.9
Portanto, essa é minha avaliação (Enzo) de Linhagem Axis.
LINHAGEM AXIS
Imaginemos um enredo complexo, que envolve luta pelo poder e por territórios de um lado; personagens de raças variadas e conflitos pessoais de outro; e também ciência, magia e criaturas de poder muito acima de um mero humano: eis Linhagem Axis (LA) em um breve resumo.
Nitidamente, é dada ênfase ao enredo neste jogo, que apresenta diálogos bem construídos, bem amarrados, por assim dizer. A trama é psicologicamente densa, muito convidativa àqueles que apreciam RPGs que valorizam os personagens e a estória.
Quanto ao linguajar utilizado, LA pertence ao grupo – infelizmente pequeno – de jogos feitos em RPG Maker que utilizam com habilidade os recursos do idioma, construindo diálogos e textos em geral que apresentam não apenas conteúdo, mas também uma elaboração no nível da forma. Há alguns erros gramaticais, como “colápso” ao invés de “colapso” e exemplos semelhantes, porém tais deslizes não prejudicam a qualidade final porque não atrapalham a compreensão. Além do mais, um RPG que valoriza o enredo e apresenta muitos textos está mais sujeito a pequenos erros.
O sistema de batalha é interessante e apresenta uma boa freqüência, mas os recursos da batalha ainda foram pouco explorados nessa versão Beta, de modo que pode melhorar bastante. Seria interessante haver mais inimigos com características variadas, além de alguns chefões bem difíceis. Um ponto bem positivo é a cena com a carruagem e os lobos, dando um diferencial interessante. De fato, o sistema de batalha parece estar no caminho certo, em fase de desenvolvimento.
Músicas e efeitos sonoros estão ótimos. A parte sonora deve ser, na maior parte do tempo, uma espécie de coadjuvante que intensifica o clima desejado em cada situação, e a escolha de músicas e sons tem sido eficaz, em LA, no sentido de promover esse efeito.
O mapeamento está muito bom, pois características fundamentais como variedade, organização lógica e dimensões apropriadas estão presentes. A parte gráfica tem um toque de originalidade com os desenhos dos personagens; entretanto, os numerosos recursos gráficos que o RPG Maker XP oferece são muito parcialmente utilizados. Resumindo: mapeamento ótimo e gráficos bons.
De volta ao enredo, há questões importantes a serem colocadas em evidência. O fato de haver ciência e magia ao mesmo tempo, por exemplo, pode ser problemático. Falar em magia tem a ver com idade média, enquanto a ciência tal qual a conhecemos é um conjunto de procedimentos relativamente recente que coloca em cheque as crenças antigas relativas a magia e/ou atividades supostamente metafísicas.
De fato, há certos RPGs que desenvolvem um mundo que mescla características da idade média e do mundo moderno, sendo Final Fantasy 8 um exemplo em que isso é feito de modo eficaz. É perfeitamente possível fazer esse tipo de junção, mas ao mesmo tempo é preciso fazê-la com cautela. De volta a LA, soa meio contraditório um general acreditar na ciência e na magia ao mesmo tempo, mas isso pode deixar de soar contraditório caso haja um explicação razoável no enredo. Então, a existência de magia e ciência no mesmo enredo não é um “erro”, mas sim uma questão que precisa ser resolvida com cuidado.
Outro ponto questionável é o seguinte. Stela é apresentada como uma elfa bastante experiente no enredo, mas começa no nível 1, bem abaixo dos demais personagens. Isso é incoerente e parece partir do pressuposto equivocado de que todo personagem deve começar no nível 1.
LA é um jogo em versão Beta que se compõe por um grande leque de elementos, como foi resumido no primeiro parágrafo. Para que todos esses elementos se harmonizem, será necessária uma verdadeira jornada envolvendo dedicação e criatividade. O resultado parcial é animador!
Enredo: 9.0
Sistema de Batalha: 8.2
Trilha Sonora: 9.1
Mapeamento: 8.7
Gráficos: 7.9
Avaliação Geral: 42.9
Portanto, essa é minha avaliação (Enzo) de Linhagem Axis.
sábado, 13 de março de 2010
Temos novas avaliações de três jurados. O Rucian avaliou Resident Evil New Raccoon; o Leandro avaliou Psyco e O Despertar do Imperador; e o Alex avaliou Zernar: Mistérios de Servena. Vamos aos textos.
Avaliação que o Rucian fez de Resident Evil New Raccoon:
Resident Evil: New Raccoon
De inicio, você já acha as instruções do jogo, embora senti falta do brilho que denuncia os objetos da serie, na 2ª sala de save, o teleporte não está ativo, necessitam pressionar a tecla para ativá-la, apesar disso não fugiu muito da regra já que em residente vil isso é quase básico em todas as portas, senti falta de mais munição para a bereta(e olha que eu comecei no nível fácil). Não querendo ser negativista, mas quando as luzes apagam é difícil selecionar a lanterna já que não dá para ver o menu.
Você perde todo a sua a munição ao entrar no museu (tive que reiniciar e guardar tudo no baú se não eu dançava lá). Outro ponto negativo é quando o adjacente entra no museu, aparece uma “barreira invisível”, que te impede de descer, outro ponto foi um pequeno erro por onde o adjacente entra deveria ter uma barreira ali
Enredo: 8,5
È como uma continuação da serie, onde a história tem como personagem principal a filha da Gil, personagem do Resident Evil 1 e 3, pois os mesmo princípios básicos dos residents, o único diferencial está no fato de haver duas dificuldades ( apesar de não dar para notar muita a diferença) e dos zumbis parecerem um pouquinho mais vivos, apesar dos pesares um bom jogo.
Sistema de Batalha: 8,0
Sistema ABS, com alcance razoavelmente grande, combinando bem com as armas do jogo., já os zumbis seus ataques dependem das aproximação do personagem o que no meu ver está correto. Senti falta de munições e plantas curativas, estão bem limitadas no jogo.
Trilha Sonora: 8,5
A mesma do Residente Evil 1, sem muita novidade.
Mapeamento 8,5
Devidamente mapeado, apesar de eu ter sentido a falta dos brilhos indicando os objetos, nada a reclamar
.
Gráficos: 6,5
Senti uma certa falta de morte nos zumbis, foi muito bem feito principalmente o monstro principal e sua evolução.
Enredo: 8,5
Sistema de Batalha: 8,0
Trilha Sonora: 8,5
Mapeamento 8,5
Gráficos: 6,5
Total: 40
Avaliações que o Leandro fez de Psyco e O Despertar do Imperador:
PSYCO
ENREDO:
Psyco apresenta um enredo bem interessante, mas que na versão demonstrativa que tive acesso não teve tempo de demonstrar todo seu potencial. Psyco pega um assunto recorrente em jogos futuristicos (um vírus mutante) e passa pro cenário medieval de um mundo alternativo. Espero ansiosamente pelos novos desenvolvimentos de futuras demos para acompanhar como o Leonardo tratará o assunto. Não são apresentados muitos personagens e os que são, não passam de NPC's, como o Prefeito e os dois ladrões. Apenas Matt parece ter um lado mais composto e dá pra sentir uma personalidade sendo formada ali. Os diálogos estão bons, apenas com pouquissímos erros de digitação (1, ou 2...)
Nota: 8,5
SISTEMA DE BATALHA:
É o padrão do Maker com o adicional de um sistema de tempo real, onde os turnos são definidos pela agilidade dos personagens (1 personagem mais rápido pode chegar a atacar duas vezes enquanto outro faz 1 ataque apenas). As batalhas estão fáceis nesse estágio do jogo. Dificilmente o jogador irá "morrer" e, caso tenha pouco HP é fácil evitar batalhas, uma vez que os monstros estão presentes na tela.
Nota: 8
TRILHA SONORA
São poucas adições feitas nesse quesito, apesar de serem adições de qualidade. As músicas são bem agradáveis de ouvir e entretém os ouvidos enquanto jogamos. É uma pena que a demo ainda tenha tão pouco tempo de jogo, pois não há ainda grandes cenas onde a música é fator importantíssimo para fazer a diferença
Nota: 7,5
MAPEAMENTO
Um dos pontos altos do jogo. Um mapeamento coerente e harmonioso. Psyco não mostra mapas lindíssimos, tanto do ponto de vista técnico quanto estético, mas são mapas bem construídos e que contribuem para a sensação de imersão do jogador. Detalhe para a cena da caverna, com o efeito de escuridão muito bem feito.
Nota: 9
GRÁFICOS
Outro bom ponto do jogo. Psyco usa gráficos no estilo RTP, muita coisa tirada dos tilesets do RTP, mas com outras adições e junções feitas, provavelmente, pelo autor. A title é muito bela, tem bons battlers. Peca apenas em alguns chars que parecem ter sido feitos com o CharsXP e não possuem sombreamento entre o cabelo e a cabeça. Parece que eles usam perucas, hehe.
Nota: 8,5
RESUMO
ENREDO: 8,5
BATALHA: 8
TRILHA SONORA: 7,5
MAPEAMENTO 9
GRÁFICOS: 8,5
TOTAL: 41,5
O DESPERTAR DO IMPERADOR
ENREDO
O jogo começa com um clichê dos mais utilizados: um vilão que foi "aprisionado" no passado, volta a ativa. Eu, particularmente, não sou menosprezador de clichês, porque eu sei que funcionam. Mas eu sentia que podia aparecer uma "nova face" pro clichê" durante o jogo. Na verdade, esse é o grande clima do Despertar: ele sempre parece que tem mais "detrás dos panos" do que aparece. É quase como se o autor não quissesse ir tão fundo na exploração do enredo e dos personagens e acabou por ficar no óbvio e superficial. Eu sentia, enquanto jogava, que o potencial estava lá mas não foi alcançado. Existem numerosos erros de ortografia e concordância. Eu mesmo sou péssimo em Português e fiquei meio surpreso com alguns erros. Infelizmente erros assim cortam o clima do jogo. Um outro fato que não podia deixar passar era o nome do personagem principal: Hero? Assim não pode... hehehe
Nota: 6
BATALHA
Aah, o bom e velho XAS. Eu que não gosto de ABS tenho que admitir que o XAS é uma obra prima, produto de primeira linha. O cara que o criou devia procurar por um estágio na Square ou coisa do tipo. O grande problema desse quesito é que o XAS tem tantas opções e possibilidades e infelizmente o autor não as explorou muito bem. Ele acaba ficando no velho arroz com feijão e não tenta nada novo com o sistema. O XAS pode fazer milagre, basta usar a imaginação.
Nota: 7
TRILHA SONORA
Talvez a melhor parte do jogo. São músicas bem legais e que, apesar de as vezes soarem um pouco estranhas em determinadas partes ou cenas, elas fazem sua função de forma extremamente satisfatória.
Nota: 7,5
MAPEAMENTO
Os mapas estão regulares. Falta um pouco de prática ainda ao autor do jogo com o método de mapear do Maker XP. As layers são de vital importância e se bem usadas podem fazer milagres mas em O Despertador do Imperador elas foram usadas apenas pro gasto. Não há uma boa utilização de tiles sobrepostos e alguns mapas de exteriores ficaram fraquinhos.
Nota: 7
GRÁFICOS
Essa parte que eu fiquei bem em dúvida. Apesar de usar o estilo do RTP "predominantemente", houve uma mistura desnecessária de outros estilos que ocasionaram uma confusão gráfica sem tamanho.
Nota: 6
RESUMO
ENREDO: 6
BATALHA: 7
TRILHA SONORA: 7,5
MAPEAMENTO: 7
GRÁFICOS 6
TOTAL: 33,5
Avaliação que Alex fez de Zernar: Mistérios de Servena
Enredo
NP: 10,0
A história é atrativa e bastante criativa.
O enredo perde pontos nos diálogos que às vezes não combinam com a época em que se passa o jogo. Erros gramaticais ocorrem vez ou outra. Existem uns sistemas que poderiam ser mais caprichados, como quests e loja.
-0,5 pelos erros gramaticais;
-0,5 pelos diálogos;
-1,0 pelos sistemas “pobres”.
Nota: 8,0
Sistema de Batalha
NP: 10,0
Sistema SBS Takentai que tem como diferencial apenas a parte visual, pois trás battlers animados. A estrutura da database deixa a desejar muito, visto que a evolução do player ocorre de forma muito drástica e os inimigos não oferecem praticamente perigo algum. Sem dificuldade alguma pode-se derrotar qualquer um. As skills são dispensáveis, pois o ataque físico é suficiente para vencer qualquer inimigo. O sistema não trás nenhuma novidade estratégica.
-1,0 pela database mal estruturada;
-1,0 pela falta de dificuldade;
-1,0 pela parte estratégica.
Nota: 7,0
Trilha Sonora
NP: 10,0
Neste quesito quase tudo é extra-RTP. O problema é a falta de sintonia entre ambiente e som. Em alguns momentos uma coisa não combina com a outra.
-1,0 pela inconveniência entre som e cenário.
Nota: 9,0
Mapeamento
NP: 10,0
Aqui o criador fez quase tudo certo. Mapas bem preenchidos, bonitos de se ver e tal... Pena que pecou feio nas dimensões dos mapas de exteriores. Tem uns que parecem ser 1000x1000, horrível. São tão grandes que dá um lag dos infernos. Parei na vila mark porque não agüentava mais ver a tela trêmula, estava ficando enjoado...
-2,0 pelos mapas gigantes.
Nota: 8,0
Gráficos
NPa: 10,0
No início do jogo percebem-se gráficos originais e razoavelmente bem editados e tal... mas poderia ser melhor. O jogo possui muitos resources do RTP, é na verdade um mesclado que não empolga muito não.
Nota: 9,0
AVALIAÇÃO GERAL
Enredo 8,0
Sistema de Batalha 7,0
Trilha Sonora 9,0
Mapeamento 8,0
Gráficos 9,0
Nota Final: 41,0
Portanto, o Rucian, o Leandro e o Alex forneceram as avaliações acima.
Avaliação que o Rucian fez de Resident Evil New Raccoon:
Resident Evil: New Raccoon
De inicio, você já acha as instruções do jogo, embora senti falta do brilho que denuncia os objetos da serie, na 2ª sala de save, o teleporte não está ativo, necessitam pressionar a tecla para ativá-la, apesar disso não fugiu muito da regra já que em residente vil isso é quase básico em todas as portas, senti falta de mais munição para a bereta(e olha que eu comecei no nível fácil). Não querendo ser negativista, mas quando as luzes apagam é difícil selecionar a lanterna já que não dá para ver o menu.
Você perde todo a sua a munição ao entrar no museu (tive que reiniciar e guardar tudo no baú se não eu dançava lá). Outro ponto negativo é quando o adjacente entra no museu, aparece uma “barreira invisível”, que te impede de descer, outro ponto foi um pequeno erro por onde o adjacente entra deveria ter uma barreira ali
Enredo: 8,5
È como uma continuação da serie, onde a história tem como personagem principal a filha da Gil, personagem do Resident Evil 1 e 3, pois os mesmo princípios básicos dos residents, o único diferencial está no fato de haver duas dificuldades ( apesar de não dar para notar muita a diferença) e dos zumbis parecerem um pouquinho mais vivos, apesar dos pesares um bom jogo.
Sistema de Batalha: 8,0
Sistema ABS, com alcance razoavelmente grande, combinando bem com as armas do jogo., já os zumbis seus ataques dependem das aproximação do personagem o que no meu ver está correto. Senti falta de munições e plantas curativas, estão bem limitadas no jogo.
Trilha Sonora: 8,5
A mesma do Residente Evil 1, sem muita novidade.
Mapeamento 8,5
Devidamente mapeado, apesar de eu ter sentido a falta dos brilhos indicando os objetos, nada a reclamar
.
Gráficos: 6,5
Senti uma certa falta de morte nos zumbis, foi muito bem feito principalmente o monstro principal e sua evolução.
Enredo: 8,5
Sistema de Batalha: 8,0
Trilha Sonora: 8,5
Mapeamento 8,5
Gráficos: 6,5
Total: 40
Avaliações que o Leandro fez de Psyco e O Despertar do Imperador:
PSYCO
ENREDO:
Psyco apresenta um enredo bem interessante, mas que na versão demonstrativa que tive acesso não teve tempo de demonstrar todo seu potencial. Psyco pega um assunto recorrente em jogos futuristicos (um vírus mutante) e passa pro cenário medieval de um mundo alternativo. Espero ansiosamente pelos novos desenvolvimentos de futuras demos para acompanhar como o Leonardo tratará o assunto. Não são apresentados muitos personagens e os que são, não passam de NPC's, como o Prefeito e os dois ladrões. Apenas Matt parece ter um lado mais composto e dá pra sentir uma personalidade sendo formada ali. Os diálogos estão bons, apenas com pouquissímos erros de digitação (1, ou 2...)
Nota: 8,5
SISTEMA DE BATALHA:
É o padrão do Maker com o adicional de um sistema de tempo real, onde os turnos são definidos pela agilidade dos personagens (1 personagem mais rápido pode chegar a atacar duas vezes enquanto outro faz 1 ataque apenas). As batalhas estão fáceis nesse estágio do jogo. Dificilmente o jogador irá "morrer" e, caso tenha pouco HP é fácil evitar batalhas, uma vez que os monstros estão presentes na tela.
Nota: 8
TRILHA SONORA
São poucas adições feitas nesse quesito, apesar de serem adições de qualidade. As músicas são bem agradáveis de ouvir e entretém os ouvidos enquanto jogamos. É uma pena que a demo ainda tenha tão pouco tempo de jogo, pois não há ainda grandes cenas onde a música é fator importantíssimo para fazer a diferença
Nota: 7,5
MAPEAMENTO
Um dos pontos altos do jogo. Um mapeamento coerente e harmonioso. Psyco não mostra mapas lindíssimos, tanto do ponto de vista técnico quanto estético, mas são mapas bem construídos e que contribuem para a sensação de imersão do jogador. Detalhe para a cena da caverna, com o efeito de escuridão muito bem feito.
Nota: 9
GRÁFICOS
Outro bom ponto do jogo. Psyco usa gráficos no estilo RTP, muita coisa tirada dos tilesets do RTP, mas com outras adições e junções feitas, provavelmente, pelo autor. A title é muito bela, tem bons battlers. Peca apenas em alguns chars que parecem ter sido feitos com o CharsXP e não possuem sombreamento entre o cabelo e a cabeça. Parece que eles usam perucas, hehe.
Nota: 8,5
RESUMO
ENREDO: 8,5
BATALHA: 8
TRILHA SONORA: 7,5
MAPEAMENTO 9
GRÁFICOS: 8,5
TOTAL: 41,5
O DESPERTAR DO IMPERADOR
ENREDO
O jogo começa com um clichê dos mais utilizados: um vilão que foi "aprisionado" no passado, volta a ativa. Eu, particularmente, não sou menosprezador de clichês, porque eu sei que funcionam. Mas eu sentia que podia aparecer uma "nova face" pro clichê" durante o jogo. Na verdade, esse é o grande clima do Despertar: ele sempre parece que tem mais "detrás dos panos" do que aparece. É quase como se o autor não quissesse ir tão fundo na exploração do enredo e dos personagens e acabou por ficar no óbvio e superficial. Eu sentia, enquanto jogava, que o potencial estava lá mas não foi alcançado. Existem numerosos erros de ortografia e concordância. Eu mesmo sou péssimo em Português e fiquei meio surpreso com alguns erros. Infelizmente erros assim cortam o clima do jogo. Um outro fato que não podia deixar passar era o nome do personagem principal: Hero? Assim não pode... hehehe
Nota: 6
BATALHA
Aah, o bom e velho XAS. Eu que não gosto de ABS tenho que admitir que o XAS é uma obra prima, produto de primeira linha. O cara que o criou devia procurar por um estágio na Square ou coisa do tipo. O grande problema desse quesito é que o XAS tem tantas opções e possibilidades e infelizmente o autor não as explorou muito bem. Ele acaba ficando no velho arroz com feijão e não tenta nada novo com o sistema. O XAS pode fazer milagre, basta usar a imaginação.
Nota: 7
TRILHA SONORA
Talvez a melhor parte do jogo. São músicas bem legais e que, apesar de as vezes soarem um pouco estranhas em determinadas partes ou cenas, elas fazem sua função de forma extremamente satisfatória.
Nota: 7,5
MAPEAMENTO
Os mapas estão regulares. Falta um pouco de prática ainda ao autor do jogo com o método de mapear do Maker XP. As layers são de vital importância e se bem usadas podem fazer milagres mas em O Despertador do Imperador elas foram usadas apenas pro gasto. Não há uma boa utilização de tiles sobrepostos e alguns mapas de exteriores ficaram fraquinhos.
Nota: 7
GRÁFICOS
Essa parte que eu fiquei bem em dúvida. Apesar de usar o estilo do RTP "predominantemente", houve uma mistura desnecessária de outros estilos que ocasionaram uma confusão gráfica sem tamanho.
Nota: 6
RESUMO
ENREDO: 6
BATALHA: 7
TRILHA SONORA: 7,5
MAPEAMENTO: 7
GRÁFICOS 6
TOTAL: 33,5
Avaliação que Alex fez de Zernar: Mistérios de Servena
Enredo
NP: 10,0
A história é atrativa e bastante criativa.
O enredo perde pontos nos diálogos que às vezes não combinam com a época em que se passa o jogo. Erros gramaticais ocorrem vez ou outra. Existem uns sistemas que poderiam ser mais caprichados, como quests e loja.
-0,5 pelos erros gramaticais;
-0,5 pelos diálogos;
-1,0 pelos sistemas “pobres”.
Nota: 8,0
Sistema de Batalha
NP: 10,0
Sistema SBS Takentai que tem como diferencial apenas a parte visual, pois trás battlers animados. A estrutura da database deixa a desejar muito, visto que a evolução do player ocorre de forma muito drástica e os inimigos não oferecem praticamente perigo algum. Sem dificuldade alguma pode-se derrotar qualquer um. As skills são dispensáveis, pois o ataque físico é suficiente para vencer qualquer inimigo. O sistema não trás nenhuma novidade estratégica.
-1,0 pela database mal estruturada;
-1,0 pela falta de dificuldade;
-1,0 pela parte estratégica.
Nota: 7,0
Trilha Sonora
NP: 10,0
Neste quesito quase tudo é extra-RTP. O problema é a falta de sintonia entre ambiente e som. Em alguns momentos uma coisa não combina com a outra.
-1,0 pela inconveniência entre som e cenário.
Nota: 9,0
Mapeamento
NP: 10,0
Aqui o criador fez quase tudo certo. Mapas bem preenchidos, bonitos de se ver e tal... Pena que pecou feio nas dimensões dos mapas de exteriores. Tem uns que parecem ser 1000x1000, horrível. São tão grandes que dá um lag dos infernos. Parei na vila mark porque não agüentava mais ver a tela trêmula, estava ficando enjoado...
-2,0 pelos mapas gigantes.
Nota: 8,0
Gráficos
NPa: 10,0
No início do jogo percebem-se gráficos originais e razoavelmente bem editados e tal... mas poderia ser melhor. O jogo possui muitos resources do RTP, é na verdade um mesclado que não empolga muito não.
Nota: 9,0
AVALIAÇÃO GERAL
Enredo 8,0
Sistema de Batalha 7,0
Trilha Sonora 9,0
Mapeamento 8,0
Gráficos 9,0
Nota Final: 41,0
Portanto, o Rucian, o Leandro e o Alex forneceram as avaliações acima.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Temos mais uma avaliação. O texto a seguir é de minha autoria (Enzo).
O Dragão do Monte Silaf (DMS) é um jogo acima da média e certamente um dos melhores que conheço do RPG Maker VX . O mapeamento é excelente, variado, detalhado e sem bugs. De fato, o mapeamento desse jogo é uma verdadeira aula de como mapear no RPG Maker VX. A parte gráfica não é tão impressionante assim, pois não há grandes inovações gráficas, mas sim os recursos originais sendo bem empregados.
A parte sonora está acima da média. O autor utilizou músicas novas, ao invés de ficar preso aos recursos iniciais, o que é muito bom. Além disso, as músicas foram bem escolhidas uma vez que intensificam de modo satisfatório o clima equivalente a cada momento ou trecho da estória. Uma ou outra música ficou abaixo da qualidade das demais, que foram muito bem selecionadas. Efeitos sonoros estão impecáveis.
O sistema de batalha, embora não seja excepcional, apresenta qualidades. Por exemplo, o sistema de elevação de nível e atributos é bastante interativo. Por outro lado, as batalhas são fáceis demais, repetitivas demais e, conseqüentemente, cansativas. Além disso, os inimigos (battlers) são os originais, ou seja, não houve acréscimo de imagens de inimigos. O sistema de batalha também é o original, em primeira pessoa. Há quem critique muito, mas eu gosto. No caso do jogo avaliado, o problema é a falta de inovação em alguns pontos, além do excesso de batalhas facílimas e previsíveis. No entanto, itens, golpes, armas e afins foram razoavelmente bem trabalhados.
O enredo de DMS é muito legal. Há um mundo fictício e de aspectos nitidamente medievais que é ameaçado por algum tipo de inimigo, neste caso um dragão. Surgem então 4 bravos guerreiros dispostos a usar sua força e inteligência para superar a terrível criatura e assim salvar a vila e todo o mundo. É bastante evidente neste jogo a presença de elementos tradicionais e/ou clichês. Curioso que, ao longo da jornada, são numerosos os momentos em que se tem a impressão de estar em um RPG antigo, do SNES, como Dragon Quest ou Zelda. Aroma de nostalgia no ar...
Os diálogos e personagens são muito bem trabalhados e convincentes. O Português Padrão é observado a maior parte do tempo, embora haja alguns (quase inevitáveis) errinhos aqui e ali. Muito interessante a habilidade do autor em criar quatro personagens diferentes, complexos e que interagem de modo cativante e emocionante. A parte humorística ficou um pouco fora de contexto, uma vez que não se trata de um RPG humorístico, mas valeu pelas homenagens. Zás!
O Dragão do Monte Silaf é uma aventura desafiadora e cativante, um game que apresenta muitos pontos positivos e algumas limitações.
Enredo: 8.5
Sistema de Batalha: 7.0
Trilha Sonora: 8.7
Mapeamento: 9.4
Gráficos: 7.5
Avaliação Geral: 41.1
Portanto, essa é a terceira avaliação de O Dragão do Monte Silaf, que também já foi avaliado por Leandro e Gabb.
O Dragão do Monte Silaf (DMS) é um jogo acima da média e certamente um dos melhores que conheço do RPG Maker VX . O mapeamento é excelente, variado, detalhado e sem bugs. De fato, o mapeamento desse jogo é uma verdadeira aula de como mapear no RPG Maker VX. A parte gráfica não é tão impressionante assim, pois não há grandes inovações gráficas, mas sim os recursos originais sendo bem empregados.
A parte sonora está acima da média. O autor utilizou músicas novas, ao invés de ficar preso aos recursos iniciais, o que é muito bom. Além disso, as músicas foram bem escolhidas uma vez que intensificam de modo satisfatório o clima equivalente a cada momento ou trecho da estória. Uma ou outra música ficou abaixo da qualidade das demais, que foram muito bem selecionadas. Efeitos sonoros estão impecáveis.
O sistema de batalha, embora não seja excepcional, apresenta qualidades. Por exemplo, o sistema de elevação de nível e atributos é bastante interativo. Por outro lado, as batalhas são fáceis demais, repetitivas demais e, conseqüentemente, cansativas. Além disso, os inimigos (battlers) são os originais, ou seja, não houve acréscimo de imagens de inimigos. O sistema de batalha também é o original, em primeira pessoa. Há quem critique muito, mas eu gosto. No caso do jogo avaliado, o problema é a falta de inovação em alguns pontos, além do excesso de batalhas facílimas e previsíveis. No entanto, itens, golpes, armas e afins foram razoavelmente bem trabalhados.
O enredo de DMS é muito legal. Há um mundo fictício e de aspectos nitidamente medievais que é ameaçado por algum tipo de inimigo, neste caso um dragão. Surgem então 4 bravos guerreiros dispostos a usar sua força e inteligência para superar a terrível criatura e assim salvar a vila e todo o mundo. É bastante evidente neste jogo a presença de elementos tradicionais e/ou clichês. Curioso que, ao longo da jornada, são numerosos os momentos em que se tem a impressão de estar em um RPG antigo, do SNES, como Dragon Quest ou Zelda. Aroma de nostalgia no ar...
Os diálogos e personagens são muito bem trabalhados e convincentes. O Português Padrão é observado a maior parte do tempo, embora haja alguns (quase inevitáveis) errinhos aqui e ali. Muito interessante a habilidade do autor em criar quatro personagens diferentes, complexos e que interagem de modo cativante e emocionante. A parte humorística ficou um pouco fora de contexto, uma vez que não se trata de um RPG humorístico, mas valeu pelas homenagens. Zás!
O Dragão do Monte Silaf é uma aventura desafiadora e cativante, um game que apresenta muitos pontos positivos e algumas limitações.
Enredo: 8.5
Sistema de Batalha: 7.0
Trilha Sonora: 8.7
Mapeamento: 9.4
Gráficos: 7.5
Avaliação Geral: 41.1
Portanto, essa é a terceira avaliação de O Dragão do Monte Silaf, que também já foi avaliado por Leandro e Gabb.
Assinar:
Postagens (Atom)